

Areal
Tijuca, São Cristóvão, Lapa
13 anos
Sebastião Carlos Barboza,(Tião do Forró),teve contato com o forró desde muito cedo ainda criança . Seu avô paterno era cearense, seu pai foi puxador de folia de Reis , e um excelente cavaquinista. Já seu avô materno era alto didata,tocava diversos instrumentos entre eles
a sanfona, pandeiro, violão,amante do forró raiz dançado no interior de São José do Vale do Rio Preto. As tias velhas sempre incentivaram o Tião a dançar nos forrós de chão batido sob as folhas de bananeiras de cobertura.
Mas a dança mesmo veio acontecer já na o fase adulta, quando então o Tião se separa da mãe de sua filha e começa a buscar se socializar novamente e para isso buscou ajuda na dança de salão, sendo que o forró foi o estilo que mais se identificou,por conta da descontração,liberdade , e aceitação pelo público em geral.em 2016 começou a sua saga pelos forrós, começando a buscar aprender para ser aceito,nessa época, mesmo sem saber dançar direito, Tião junto com o seu primo Lucas começaram a frequentar os forrós que aconteciam todas as terças feiras na antiga
Estudantina localizada na Praça Tiradentes no Rio. Foram alguns bailes em quepassaram a olhar mais e dançar pouco, pois eram estranhos no forró e ainda não tinham a desenvoltura necessária para estarem convidando as garotas pra dançarem (foram muitos nãos ) . O tempo foi passando e o reconhecimento começou se fazer presente. Participando de diversos forrós pela cidade do Rio , até conhecer o festival de Aldeia Velha ainda na sua terceira edição( hj na 11ª edição).
Com isso o bichinho do forró já havia picado o Tião. Junto com seu primo Lucas, tiveram a idéia de fazer seu próprio forró, inicialmente fizeram o Forró da Confraternização junto com Gustavo Vitoriano em dezembro de 2017,participaram : Dj Kalango JF, Rodrigo Ramalho (Raiz do Santa), Léo Rugero (músico ,pesquisador e estudioso dessa arte que é o forró Grupo Caxote de Petrópolis(já extinto). Na sequência começou a fazer o Forró na Serra, evento que acontecia no extinto Bar Nucrepe onde passaram diversos artistas e trios : foram eles , Guilherme Mará (sanfoneiro do Forróçacana ),Toni Magdalena ( Tribo de Gonzaga) , Mada Zabumbeiro ( Tribo de Gonzaga), Rogério Lorão ( trio Rapacuia e Baioneiros) , Léo Rugero Sanfoneiro Conterrâneos,TRio de Janeiro, Cassiano Beija Flor,Trio Ventura, Thaís Sodré, entre outros. No final de 2018 , Tião do Forró (
como é conhecido no meio ,se afastou das produções de forró e passou a se dedicar mais a sua dança , frequentando os forrós do Rio Projeto Sanfonadas no Sesc Quitandinha (Mirele Maravilhas), Projeto Vivências de Forró (nesse foi o começo das aulas de forró, onde Tião começa despertar e a passar para o público o seu amor pela dança. Acontecendo um fato interessante que até nesse momento, Tião não gostava de ser chamado de professor,mas aos poucos isso foi tomando forma em sua mente e muito espontâneo e de pensamento livre de quê a sua liberdade era completa quando estava dançar, criando um estilo fora dos padrões ( deixou de se preocupar com as técnicas e passou a dar movimentos
harmoniosos dentro de um improviso sintonizado com as melodias não importando o estilo), Forró no CCC (Praça Tiradentes) , Projeto Fole e Folia, Feira de São Cristóvão , Festival de Forró de Aldeia Velha, Festival de Forró de Ibitipoca ,em Festas Juninas,Julinas e Agostinas sempre procura estar presente. Cada vez msendo questionado por quê não dava aulas ,onde dava aulas esse tipos de perguntas cada vez mais frequentes. Tião
passou a dar dicas e colocar pessoas ( que diziam não saber dançar, para dançar ,nos bares ,nas festas em famílias e entende que a dança não é somente dançar com o corpo, mas sim libertar o cérebro de traumas psicológicos. Sem uma academia, Tião ensina nas casas de pessoas que o
contratam , em todos os espaços possíveis para se dançar, bastando ter música boa e corpos para se balançar. Atualmente Tião é dançarino oficial da Tribo de Gonzaga e trabalha dando aulas para um grupo de jovens senhoras na sala de cultura Tom Jobim em São José do Vale do Rio Preto
QUAIS OS PROBLEMAS QUE IMPEDEM QUE O NOSSO FORRÓ CRESÇA E APAREÇA NO ANO TODO E NÃO SÓ NAS FESTAS JUNINAS?
Falta de incentivo público
Falta de incentivo financeiro
Falta dar dignidade aos artistas durante o ano
QUAIS AS SUGESTÕES PARA QUE O NOSSO FORRÓ SE TORNE UM MEIO DE TRABALHO DIGNO E PRÓSPERO NA CIDADE DO RJ?
Ter mais espaço na mídia
Se tornar ensino obrigatório nas escolas
Capacitação dos artistas envolvidos
Diminuir as exigências nos editais

