Sobre nós

O Fórum Forró de Raiz do RJ é um Ponto de Cultura que integra o Coletivo Matrizes do Forró do RJ (representante da salvaguarda junto ao IPHAN), o Fórum Nacional do Forró (que envolve todos os Estados do Nordeste, do Sudeste mais o Distrito Federal) e todas as atividades de preservação patrimonial do Forró no Estado do RJ (Lei 8.505/19), na cidade do RJ (Lei 1.407/22) e no IPHAN.

O objetivo é o de congregar os Agentes Culturais e Profissionais da cadeia produtiva do Forró do RJ (artistas, trios, bandas de forró, grupos culturais de quadrilhas, blocos, associações, produtores, pesquisadores da cultura nordestina, poetas, repentistas, escritores, pensadores, compositores, radialistas, influencers, profissionais da dança, empresários de restaurantes, casas de forró, feiras nordestinas, grupos de pessoas apreciadoras da cultura do Nordeste e do Forró e demais espaços que se dedicam à cultura forrozeira) para facilitar e potencializar ações coletivas, tanto na organização de projetos, quanto na mobilização institucional para criar ações de valorização e salvaguarda do Forró, possibilitando assim melhores condições para suas manifestações e transmissão desse legado para as futuras gerações

Participe deste movimento! Junte-se a nós!

O que é o Fórum de Forró?

O Fórum de Forró

é uma entidade institucional representativa voltada para as demandas da comunidade Forrozeira, com a finalidade de discussões e implementação de propostas e soluções para a vitalidade do Forró no Estado e incentivo da economia criativa em prol dos profissionais e artistas que fazem o Forró acontecer.

Quem pode participar do Fórum do Forró? 

Profissionais, Artistas, Mestres e Mestras da cadeia produtiva do Forró (música, dança, artes, literatura, comunicação, gastronomia, moda) e todas as pessoas que apreciam a cultura nordestina com interesse na preservação patrimonial do Forró.

Quais o objetivo principal?

Apoiar as ações de salvaguarda* do Forró como Bem Cultural do Estado do RJ, da Cidade do RJ, do país e participar da campanha para o registro do Forró como patrimônio cultural da humanidade (UNESCO). Buscar apoio de fomento junto as instituições públicas para eventos, festivais, espaços e benefícios de pensão para os Mestres e Mestras que fazem a transmissão do Forró para as futuras gerações.

Como funciona?

O Fórum Forró de Raiz do RJ é uma entidade representativa que não tem CNPJ, nem fins lucrativos, de gestão colegiada com características administrativas fundamentais de horizontalidade da escuta, conciliação e construção de propostas de soluções, projetos de Lei, processos oficiais e relacionamentos institucionais com o poder público e a iniciativa privada. Os componentes da equipe executora são voluntários, que doam o seu tempo e experiência nas várias áreas de conhecimento para servir ao movimento.

*Ações de Salvaguarda

Valorização do bem cultural através de políticas públicas envolvendo vários órgãos como cultura, saúde, educação, assistência social, direitos humanos entre outros.

O Coletivo Matrizes do Forró do RJ

O Coletivo Matrizes do Forró do Rio de Janeiro desde a sua criação em 2017 como movimento para o registro do Forró como patrimônio cultural nacional, sempre teve o objetivo de envolver todas as comunidades e territórios das regiões de governo do Estado, não só para o envolvimento na campanha como também na busca de soluções para os principais problemas da salvaguarda antes mesmo do registro no IPHAN.

Somente agora, através do mapeamento das matrizes tradicionais do Forró pelo IPHAN (Acamufec) e do Mapeamento Cultural do Forró na Cidade do RJ, é possível visualizar este universo de forrozeiros (as), os espaços e eventos disponíveis e as possíveis soluções para os principais problemas.

O Mapeamento é uma das iniciativas propostas pelo Coletivo ao IPHAN como ação de salvaguarda entre outras, e foi sugerido exatamente para se conhecer as demandas de quem produz, para resguardar as matrizes tradicionais e reunir as iniciativas de salvaguarda que precisam ser implementadas para manutenção das tradições e o bem-estar econômico e social dos grupos que promovem o nosso forró pé de serra.

Desde as primeiras reuniões em 2018 no SESC RJ, os integrantes são livres para adesão (foi criado um grupo WhatsApp e uma página Facebook), para acolher opiniões, visão do forró e apoiar as iniciativas do movimento como os festivais de forró, os programas de rádio e demais eventos para união das comunidades forrozeiras.

Nas reuniões realizadas nos espaços Sesc Santa Luzia (Centro RJ), foram discutidas as iniciativas, a aprovação de projetos de salvaguarda, como por exemplo, a criação do Instituto Cultural do Forró, foram criados grupos de trabalhos para as várias ações de capacitação e eventos como o Trem do Forró, Semana da Cultura Nordestina, Seminários de Forró entre outras.

O Coletivo é uma das representações da força de trabalho da comunidade forrozeira do Rio de Janeiro, que funcionou ativamente durante a campanha para o registro do Forró no IPHAN e continua atualmente ativo por considerar que as discussões são permanentes e relevantes para a salvaguarda e perenidade do bem como valor sociocultural.

O Coletivo Matrizes do Forró do RJ possui uma Coordenação regional (Paulo Gomes de Lima), a representação para a salvaguarda junto ao IPHAN Superintendência RJ e está em sinergia com o Ponto de Cultura Fórum Forró de Raiz do RJ e o Fórum Nacional de Forró.


O Fórum Nacional de Forró

O Fórum Nacional de Forró de Raiz, é um movimento cultural iniciado em 2011 com o objetivo de promover ações em todo o país para o registro do Forró como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro junto ao IPHAN.

O ponto de partida foi o pedido de registro no IPHAN em 2011, feito pela Associação Balaio Nordeste da Paraíba, através da sua presidente Dona Joana Alves. Após um longo período de articulações e encontros nacionais de seminários e a conclusão da Instrução Técnica, finalmente em 2021 foi feito o registro após a entrega do Dossiê em cerimônia especial realizada na Paraíba, estado origem da solicitação.

O coletivo Fórum Matrizes do Forró - RJ vem há anos mobilizando a comunidade forrozeira do estado em prol da valorização e preservação das Matrizes Tradicionais do Forró — reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil.

Desde antes do reconhecimento oficial, o Fórum foi protagonista na construção de um movimento coletivo que resultou na elaboração de objetivos e ações concretas para o Plano de Salvaguarda. Reuniões, escutas comunitárias e articulação entre municípios marcaram essa trajetória de resistência, memória e celebração da cultura popular!

seminário Fórum Forró de Raiz do RJ

O seminário Fórum Forró de Raiz do RJ realizado no final de abril 2018, promoveu o encontro de profissionais da cadeia produtiva do Forró do RJ, para os debates em 3 dias no Sesc Tijuca e foi precedido de uma Audiência pública, promovida pela mesa do Senado, que contou com a participação de autoridades do Sesc, de Senadores, de Deputados estaduais do RJ, Vereadores, representantes da Secretaria Estadual e Municipal de Cultura e representantes dos forrozeiros. Após as discussões das questões conceituais, políticas e técnicaspróprias da comunidade forrozeira o evento culminou com um grande show manifesto na Feira de São Cristóvão, antigo reduto e referência do povo nordestinono Rio de Janeiro. Os resultados imediatos colhidos através das relatorias dos Grupos de Trabalho (GT) ao final de cada mesa, foram compilados em uma publicação do Sesc que, além de ter servido de base para a Instrução Técnica do registro, foram fundamentais na implementação de ações posteriores pelo COLETIVO.

Dando continuidade ao movimento, um segundo FORUM foi realizado na cidade de Teresópolis no mês de junho 2018 para contemplar a realidade da comunidade forrozeira da Região Serrana (uma das 9 regiões de governo do Estado) prevista na iniciativa de Mapeamento de Territórios e comunidades. Os resultados imediatos colhidos através das relatorias dos Grupos de Trabalho (GT) ao final de cada mesa, também foram compilados em uma publicação do SESC, que serviu como contribuição ao Dossiê de registro e ações posteriores do Coletivo.

A Semana Ser Nordestino promovida pelo Coletivo, que ocorreu no período de 08 a 14 de outubro de 2018, teve diversas manifestações em vários pontos da cidade e, como auge comemorativo, a primeira edição do Trem do forró no dia 14/10. Esta iniciativa teve o propósito de celebrar na cidade o dia do Nordestino e ao mesmo tempo chamar a atenção da população para o registro do forró como patrimônio cultural junto ao IPHAN e desta forma promover a aproximação das pessoas às suas raízes culturais e, com a alegria própria do forró, criar o ambiente do bem-estar e o prazer de curtir uma das manifestações culturais mais ricas do nosso país.

A semana teve início no dia 08/10 com O Sarau Roda de amigos do Forró no Severyna (tradicional casa de forró do Rio de Janeiro)Rua Ipiranga, 54 – Laranjeiras – RJ.

Na terça feira dia 09/10 a festividade teve lugar no Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA), com uma Roda de conversa “João do Vale e o forró patrimônio cultural”, participação de Márcio Pascoal (biógrafo de João do Vale), Poetas, Pesquisadores, Músicos, Produtores, Compositores. O evento contou ainda com uma exposição criada exclusivamente para o evento JOÃO DO VALE - “Memória musical nordestina” com materiais e peças do Acervo do Instituto e outras colhidas em diversos endereços do Rio de Janeiro.

Como tradição, houve a Solenidade de descerramento de placa em homenagem a JOÃO DO VALE pela passagem do seu aniversário de nascimento, concretada na parede do instituto ao lado de outros grandes homenageados como Noel Rosa, Cartola, Ary Barroso entre tantos outros grandes Mestres.

Foptoa esquerda para a direita: Ricardo Cravo Albin Jadiel Guerra Márcio Pascoal

A quarta-feira deu lugar a grande festa da primeira Edição do Prêmio João do Vale destinado a profissionais de ocupações típicas de nordestinos no Rio de Janeiro que são destaques do meio forrozeiro mas que normalmente não são reconhecidos/premiados.

Profissões e profissionais como porteiros, faxineiras, pedreiros, serventes, neste ano tiveram a festa em sua segunda edição, com o propósito de realização de pelo menos uma premiação anual com este objetivo.

O período de 11 a 13 de outubro foi concentrado em uma extensa programação específica no Museu da República do Rio de Janeiro e no Museu do Folclore do Rio de Janeiro onde o Coletivo marcou presença em parceria com os grupos de poetas Goliardos, com a Promotora de festas Carioquíssima e Administração dos Museus.

O objetivo de ocupação dos espaços do Museu foi cumprido. Na quinta feira dia 11 a Mesa redonda destacou o debate sob o tema: Nordeste: tradição e contemporaneidade e teve como mediador Aderaldo Luciano e os convidados Bráulio Tavares, Mário Chagas (diretor do museu), Professores de dança, Poetas, Cantadores e forrozeiros. Durante a Semana a sala de cinema do Museu exibiu filmes com temática nordestina na Mostra de filmes do cinema nordestino.

Na sexta feira o evento Dia “Nordestinhos” compreendeu atividades para crianças com temáticas nordestinas, serviço de barracas e lanches (Carioquíssima-Nordestina), Oficina temática nordestina com a Trupe Pequena Alegria, Construção da “Árvore da Vida” pelas crianças terminando com Shows de Trios de Forró.

Foto: Museu da república. Da direita para a esquerda, Mário Chagas (diretor do Museu da República, Bráulio Tavares (poeta, escritor, compositor), Aderaldo Luciano (Poeta, escritor e Doutor em cultura popular)

No sábado 13/10 ocorreu o Cortejo Cultural representação dos nove estados do Nordeste e destaques de personalidades nordestinas em estandartes com paradas e intervenções poéticas em vários pontos da caminhada. O Cortejo contou com a animação do Bloco de Carnaval Forrozeiro Caramuela e vários poetas do Coletivo OS Goliardos. Concentração e saída do Largo do Machado até o Museu da República. No Museu foi encenado o espetáculo REPÚBLICA DA POESIA – Homenagem ao Poeta Nordestino Ascenso Ferreira. O dia culminou com grandes shows de forró com os Trios de Forró Conterrâneos e Mará dos 8 baixos. O Forró abriu as portas do Museu e franqueou os espaços dos jardins e vias livres para se dançar, curtir e chamar a atenção para o Registro no IPHAN

CERTIFICADOS PONTO DE CULTURA

Reconhecimento do nosso coletivo como polo de contribuição para o acesso e a diversidade cultural