



O que vamos encontrar no E-BOOK
I – Os Espaços de reprodução
Uma Seção com breves descrições dos espaços ativos de reprodução onde se apresentam e são divulgados os Trios de Forró, os grupos com formações variadas de “rabeca”, “pife”, “oito baixos” e demais instrumentos convencionais, além dos DJs e profissionais da dança. Estão sendo considerados Espaços de Reprodução os locais físicos ativos mesmo aqueles não são exclusivos do forró como as casas de shows, os equipamentos culturais, os ambientes de música ao vivo, restaurantes, feiras, como também as rádios comunitárias e convencionais, as TVs comunitária, os Jornais, os Sites dedicados, etc. Na sequência destacamos os espaços inativos (Espaços Memória) que são aqueles locais físicos de reprodução do Forró que não existem hoje, mas que marcaram a história do gênero e notabilizaram o movimento e a efervescência que vive o Forró de hoje na cidade.
II - Apresentações dos Projetos, Eventos e Festivais de Forró
que ocorrem na Cidade de forma itinerante ou temporariamente nos Espaços físicos ou virtuais. Estão incluídos nesta Seção os Festivais de forró, os Eventos regulares nos espaços e os Projetos eventuais que movimentam a cena forrozeira da Cidade do Rio de Janeiro.
III - Agentes artísticos - individual e coletivo
Resumos artísticos dos profissionais que fazem o Forró na Cidade do Rio de Janeiro e que prestaram relevante contribuição para este trabalho ao apresentarem suas críticas e sugestões para a salvaguarda e a prosperidade do Forró na Cidade do Rio de Janeiro.
IV - Ideias para vitalidade do Forró
Um quadro de ideias sugeridas pelos agentes culturais para melhoria das políticas públicas através do fomento do Forró, com o objetivo de salvaguardar o patrimônio cultural e potencializar a cadeia produtiva em benefício dos profissionais que fazem o Forró acontecer na cidade. Estas sugestões estão agrupadas numa compilação dos principais tópicos comuns e recorrentes das respostas dadas pelos Agentes Culturais aos formulários de pesquisa. Para acessar a íntegra das críticas e sugestões é só clicar no botão
A metodologia compôs-se na combinação do trabalho de pesquisa e entrevistas de campo (Núcleo Itinerante), de análise, interpretação e compilação dos dados (Núcleo Catalisador), acrescido de consultas aos sites da internet, matérias jornalísticas e materiais de divulgação.
A investigação foi sistematizada em 4 grupos para o direcionamento do trabalho: I – Espaços atuais de Reprodução (locais físicos ativos e ambientes virtuais) e os espaços inativos (aqueles que não existem hoje, mas, que ficaram na memória); II - Eventos, projetos, festivais contínuos ou eventuais; III - Agentes artísticos Individuais e IV – Agentes artísticos Coletivos. Estes últimos grupos estão destacados como colaboradores essenciais porque se dispuseram a contribuir com suas críticas e sugestões para a vitalidade do Forró na Cidade do Rio de Janeiro, através dos formulários de pesquisa enviados. Estas ideias estão elencadas no final deste documento como importantes contribuições deste trabalho, para serem apreciadas e aproveitadas pelo setor público ou privado.
A realização do Mapeamento contou com indicações de integrantes do movimento do Forró Pé de Serra, entrevistas com os Mestres e Mestras, apoio institucional da Faculdade de comunicação UERJ, do Instituto Cultural Cravo Albin e patrocínio da Política Nacional Aldir Blanc, Programa de fomento à cultura carioca, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura. O trabalho de campo obteve um retorno de mais de 80 respostas válidas numa cobertura de 93 % do território de pesquisa planejado. Até a conclusão deste documento, alguns formulários enviados deixaram de ser respondidos e outros retornaram com dados incompletos ou não chegaram a tempo, inviabilizando as inclusões.
Apesar do esforço para a maior abrangência possível, não foi possível atingir todo o universo pretendido. O curto espaço de tempo para a realização do trabalho associado às dificuldades normais de familiaridade com a tecnologia da informação de alguns forrozeiros, localização de dados e até mesmo o convencimento das pessoas sobre a importância do Mapeamento, foram os principais motivos que impediram muitas inclusões e uma abrangência maior. No entanto, consideramos o conjunto de dados bastante representativo e suficiente para a finalidade do projeto.
Entendemos que esta etapa é apenas o início de um ciclo recorrente de um trabalho que terá a necessidade de atualizações permanentes. Aguardamos o reconhecimento e a sensibilidade desta relevância por parte do setor público e privado para possíveis apoios em futuros patrocínios e parcerias.

Mas, todo mundo sabe muito bem que a história do Forró na realidade começa bem antes com a força divulgadora do Rei do Baião na Rádio Nacional e a crescente migração de nordestinos na década de 1940 e no auge da industrialização entre 1960 e 1980.
No entanto, considera-se o Forró do Rio de Janeiro como objeto do presente documento, o que revelou a sua identidade a partir de 1995 com a explosão vibrante de eventos e shows em casas noturnas do Centro e Zona sul da cidade como Malagueta, Mourisco e o Ballroom entre tantas outras, impulsionando o surgimento de novas bandas como Forroçacana, Paratodos, Forró na Contramão nas festas animadas com DJs e instrutores de dança para mais de 2 mil pessoas.
Atualmente nota-se com prazer que aquele movimento reaparece em proporções semelhantes ocupando espaços em vários ambientes da cidade e atraindo um público cada vez maior talvez devido as facilidades atuais da comunicação e a grande disseminação do Forró dentro e fora do país.
Este mapeamento tem o objetivo do registro deste momento atual e de apontar o que é preciso para tornar este Forró cada vez mais vivo e vibrante como sempre foi nesta cidade maravilhosa. Por isso contamos com a colaboração de quem faz acontecer e do apoio do poder público no fortalecimento de políticas públicas para que este grande potencial cultural, turístico e econômico seja aproveitado em benefício dos profissionais e da sociedade.



O Forró Pé de serra como um todo ainda é um pouco marginalizado pela mídia, tendo pouco espaço, mas isso se deve também ao fato dos poucos lugares com excelência em estrutura e profissionalização que poucos eventos possuem. Não tendo mídia não chega em grandes empresas para apoio. Isso é só um exemplo.
Formação de público, profissionalização dos artistas e remuneração justa.
Falta de investimento nas verdadeiras culturas
Formação de público, profissionalização dos músicos e remuneração justa.
Falta incentivo, tanto privado quanto público para podermos chegar na grande massa, no momento cada produtor, músico ou trabalhador do Forró tem que fazer tudo sozinho, e assim não conseguimos sair do lugar
Falta de apoio aos eventos que promovem a cultura Nordestina em geral. Mais investimentos por parte dos governantes , destinando verbas exclusivas ao apoio a cultura nordestina. Falta de apoio institucional e de políticas públicas voltadas para a valorização do forró como patrimônio cultural.
Desvalorização da cultura nordestina fora do período junino, com o forró sendo visto como sazonal.
Espaço reduzido na mídia tradicional e nas plataformas digitais para artistas de forró.
Concorrência com estilos musicais mais comerciais e com maior investimento.
Falta de incentivo à formação de novos artistas e ausência de eventos regulares ao longo do ano.
Os grandes empresários investirem mais
Falta de união dos profissionais do mercado.
Criar atividades relacionadas a Cultura, trazendo público durante todo mês e apoio nas implementações de atividades culturais
Boas produções do gênero com novas temáticas e a disposição de vários artistas aguerridos e atuando articulados, para dessa maneira furarem a bolha midiática, que se alimenta com dinheiro e ainda tem preconceito contra esse gênero musical, por desconhecer a força do Forró na alma do Povo Brasileiro.
Ações governamentais para manter o forró
Primeiramente nas festas junina, vc quase não escuta Forró Pé de Serra... falta mais divulgação pois eu misturava zuk com Forró, só assim o pessoal das academias aparecem.
Profissionalismo e união e apoio mútuo.
Mais espaços e divulgação
Mercado Fonográfico
Mais espaços para divulgação.
Apoio na divulgação.
Na minha opinião já melhorou bastante, até mesmo porque já virou patrimônio cultural, porém precisa se nivelar, ou seja, se alinhar aos propósitos da década que vivemos ou seja precisamos inovar com letras, dar oportunidades a novos compositores e etc
Valorização da cultura Nordestina. Caches muito baixos, e produtores que não valorizam os músicos.
Falta de políticas públicas de Fomento aos eventos como festivais de forró, premiacão de profissionais, estimulo da cadeia produtiva
A falta de projetos. Festivais de forro
Valorização financeiramente dos músicos/artistas
Investimento do poder público no setor. A competição com os artistas de outros segmentos (sertanejo, funk, MPB e pagode) quem tem grandes investidores. estrutura artística (produção artística e fonográfica) e o achatamento orçamentário para artistas do Forró (raramente nos pedem orçamento respeitando os valores que citamos, quando ligam já afirmam que só tem um determinado valor como se fossem estabelecer um valor para o meu show). A maioria dos artistas lutam muito para estarem vivendo do Forró. Porém a realidade é a mais desumana que se possa imaginar. Os artistas não têm recursos para comprar bons instrumentos, figurino, produção de palco, cenário, camarim. A maioria vai para o show contando com o pouco dinheirinho que irão receber... muito vão sem dinheiro para volta, sem jantar ou almoçar... Em função de tudo isso não podem oferecer um show com o mínimo de profissionalismo para que possam competir de forma igual com outros artistas. Infelizmente o Forró por ser uma modalidade que representa a regionalidade está a margem no setor artístico de uma forma geral em todo país. E é necessário um grande resgate e valorização da midia e do governo para promover o equilibrio e combater a desigualdade no setor. Este resgate passa pela gestão pública que é o grande gestor da cultura, combatendo as desigualdades, a falta de recursos e principalmente valorizando o segmento. Este é o papel do estado. Já presenciei artistas do Forró em situação de muita necessidade em tudo desde o mais básico possível como moradia e alimentação, até problemas de saúde e exploração de trabalho, trabalhando por mais de 10 horas ininterrupta recebendo um valor irrisório. Entendo que pela falta de investimento e conhecimento dos tramites para contratação com entidades públicas os artistas não conseguem se organizar... por isso a desunião é imensa. Os gestores devem ser mais sensíveis a realidade dos nossos artistas, facilitando de forma que comece a promover dentro do setor um novo momento da história. Lamentavelmente os recursos que deveriam ser destinados aos pequenos são desviados para contratação dos grandes nomes deixando sempre de lado os grandes talentos que estão sem recursos e super visualização na grande mídia.
Somos um povo unido e não nego isso porem acredito que podemos ser mais pra ser mais.
Acho q o local que atuamos ainda é muito carente de público e as casas de eventos investem muito pouco na qualidade musical, visando o lucro em cima dos grupos
Investimento nas bandas para que possam tocar em praças e palcos com respaldo técnico e remuneração dignas.
Falta de união de toda classe produtiva do Forró
Acredito que a mídia precisava apoiar e divulgar mais sobre o ritmo, abrindo espaço e dando mais visibilidade à ele principalmente para público mais jovem.
Falta de apoio e bons empresários
Falta de união, comprometimento e que os músicos sejam mais profissionais
Preconceito e a falta de união da classe.
falta de profissional capacitado e interessado na área, ex: produtor / agente / patrocinadores / captadores. entre outros que compõem o cenário e fomentam a atividade cultural
E a falta de investimento e preconceito com o Forró
Mais espaços na midia de modo geral em todo Brasil
A falta de eventos e casas que fomentem o forró. Setllists mal construídos, primando pelo lucro e nao pela qualidade musical. Produtores que não valorizam os músicos com camarins e estrutura de som com baixa qualidade. O público sempre foi exigente e tem consciência quando um evento é bem feito. Com bailes funk, pagode, samba raves, onde a produção tem esmero, a competição fica desigual.
* Falta de investimento
* Menos burocracia nos editais (usar uma linguagem que condiz com a realidade dos profissionais). Ter um posto de apoio gratuita pra quem não tem condições de se inscrever.
*Apoiar eventos gratuitos em praça, ruas, parques.
*Mais divulgação na TV como forma de incentivo a nossa cultura.
*Divulgação nas escolas (cursos de instrumentos, palestras sobre a origem, contação de histórias)
* Auxílio benefício para o músico ter pelo menos um rendimento fixo todo mês. Assim ele pode organizar os projetos sem pressão. Ou mesmo ter que voltar pra CLT.
A falta da mídia na divulgação do forró, as redes de tv, rádio fazendo a divulgação do forró pé de serra isso faz total diferença.
Divulgação nas grandes mídias, investimento público e valorização dos músicos de forró.
Apoio
Ausência de apoio cultural e casas de show voltadas para o forró
Um dos motivos, é a proximidade do Carnaval e outro, as festas de final de ano.
Falta de união dos produtores e a panelinha que não dá espaço para outros trios que não tem o devido nome no circuito, mais que fora dele há toda uma história cultural e musical principalmente
Formação de Público, profissionalização dos músicos e remuneração justa para os artistas.
É a Desunião entre os trios, quando aparece uma casa de show, eles não dividem o espaço. Só querem pra eles
Cachês baixos, falte de união dos músicos, falta de espaços etc...
FALTA DE PROJETOS DE INCENTIVOS CULTURAIS
FALTA DE APOIO LOGISTICO E ESPAÇO PUBLICO PARA REALIZAR OS EVENTOS COM AMPLA DIVULGAÇÃO.
FALTA DE PATROCINIO E PRODUTORES PARA MELHOR ORIENTAR E REMUNRAR OS ARTISTAS NO ATO DA CONTRATATAÇÃO
AUSENCIA DE ABERTURAS DE EDITAIS COM AMPLA TRANPARENCIA
Devido aos próprios nordestinos e também contratantes do ramo, priorizando outros ritmos.
Falta ajuda do poder público.
Falta de união
Falta de capacitação na área de produção e falta de profissionalismo dos agentes envolvidos no forró.
Acho que a falta de espaço nos principais eventos do nosso país, mas isso é assunto muito mais aprofundado, debate bom.
Falta de exposição na grande mídia, baixa valorização do gênero no mercado musical, amadorismo e desunião dos produtores e artistas, entre outros
O Forró acaba ficando muito ligado às festas juninas, e isso limita o crescimento do gênero ao longo do ano. Acho que falta mais investimento e divulgação para que ele tenha espaço constante na mídia e nos eventos. Além disso, seria bom ver mais artistas se unindo para modernizar e expandir o forró, sem perder suas raízes. Precisamos valorizar mais nossa cultura e mostrar que o forró pode estar presente o ano todo, não só em junho.
Falta de união na classe para conseguir melhores valores para todos, padronização de valores mínimos, para que não tenha disputa, e sim espaço pra todos.
Falta de ajuda do poder público.
Criar um movimento nas regiões de forma orquestrada organizada que possibilite os grupos se apresentarem para trabalhar o movimento na mídia .
O maior problema continua sendo a discriminação do gênero nas grandes mídias
O forró enfrenta diversos desafios que limitam seu crescimento e visibilidade fora das festas juninas. Entre os principais problemas estão a falta de investimento em eventos ao longo do ano, a escassez de espaços adequados para apresentações e a pouca divulgação nas mídias sociais e tradicionais. Além disso, muitos artistas de forró têm dificuldade em acessar oportunidades de shows e parcerias, o que reduz a variedade e a inovação no gênero. Para que o forró se torne uma presença constante na cultura musical brasileira, é essencial promover iniciativas que valorizem e incentivem esse estilo ao longo de todo o ano.
A falta de valorização de pessoas que se dizem produtores de forró e os fazem em praça pública, deixando o profissional da área sem trabalho
Muita gente ainda associa o forró pé de serra exclusivamente ao período das festas juninas. Isso limita a aceitação do ritmo em outros contextos e épocas do ano.
Projetos culturais, editais e incentivos públicos geralmente favorecem outros gêneros ou grandes nomes. Os artistas de forró pé de serra muitas vezes não recebem o mesmo apoio, o que dificulta a produção de shows, gravações e turnês.
TVs, rádios e plataformas digitais tendem a dar mais espaço a gêneros como sertanejo universitário, pop e funk. O forró pé de serra acaba ficando "fora do radar", mesmo com tantos artistas talentosos.
O forró eletrônico e o sertanejo, por exemplo, ganharam um espaço enorme, muitas vezes absorvendo o nome "forró", mas deixando o pé de serra de lado, tanto em estilo quanto em essência.
Com o crescimento das cidades e a gentrificação de bairros tradicionais, muitos espaços que antes acolhiam rodas de forró e festas populares foram fechando ou mudando de perfil.
As novas gerações muitas vezes não são apresentadas ao forró pé de serra de maneira atrativa, seja nas escolas, na mídia ou em eventos culturais. Sem essa renovação, o público envelhece e o gênero perde fôlego.
Divulgação e apoio financeiro.
Faltam Políticas Públicas, espaço na mídia e sensibilização dos gestores e organizadores de eventos para incluir o forró tradicional nos programas.
Evento que abrace todos os públicos não só os forrozeiros.
Infelizmente sendo pouco valorizado, baixo tendo poucos espaços campo de trabalho bastante desvalorizado
Acredito que fique restrito ao circuito de forró e faltem investimentos para projetos de divulgação, em massa, e circulação midiática.
Falta de apoio do poder público. Falta de políticas públicas e incentivos fiscais voltados para o forró. Falta de união entre a classe. Visibilidade e respeito das entidades políticas e dos governantes, que por muitas vezes nos impedem de ocupar o espaço público para promover a cultura nordestina.
União.
O principal é o investimento de políticas públicas, que deveria existir e não existe.
E espaços de diálogo presencial entre os trabalhadores da cultura do forró.
Falta de maior fomentação da cultura nordestina nos estados brasileiros.
União, profissionalismo, investimentos públicos e privados.
Falta de incentivo público
Falta de incentivo financeiro
Falta dar dignidade aos artistas durante o ano
Acredito que as produções independentes da cidade do Rio pouco dialogam, fazendo com que haja uma segregação ao invés de união. A falta de fomento público também se torna um gargalo.
Falta da democratização dos eventos que ficam cerceados num eixo da cidade e não chegam no subúrbio, zona norte e na baixada
Falta de público. Digo público consciente, disposto a pagar um valor de entrada justo, que dê para pagar os artistas e manter a casa que abriga os artistas aberta.
Editais de repasse de recursos voltados à salvaguarda do Forró música, dança e cultura, uma vez que é um Patrimônio Imaterial reconhecido no Estado e no Brasil.
